O XII Fórum Social Pan-amazônico (FOSPA), realizado de 16 a 21 de agosto de 2026 em Puyo, no Equador, reuniu povos indígenas, povos afrodescendentes, comunidades camponesas, montubias e quilombolas, organizações de mulheres e de jovens, a academia e organizações da sociedade civil de toda a Pan-Amazônia.
Com a participação de cerca de 2.500 pessoas de 32 países e delegações dos nove países amazônicos, bem como de todas as estruturas institucionais indígenas do Equador e da região, incluindo a Coordenadora de Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA) e suas organizações membros, o Fórum constituiu um amplo espaço regional de articulação, diálogo e construção coletiva em defesa dos territórios, dos direitos coletivos, da natureza e da vida.
Como resultado, seguindo o caminho traçado de Belém a Rurrenabaque e até Puyo, o processo de reuniões e webinars preparatórios, juntamente com os dias de debate presencial do XII FOSPA, permitiu construir coletivamente o Plano de Ação de Puyo 2026.
Este Plano tem como objetivo avançar rumo a territórios livres de mineração e hidrocarbonetos, garantir os Direitos dos Povos e da Natureza, fortalecer a autodeterminação e a autonomia dos Povos Indígenas e proteger aqueles que defendem os territórios. Além disso, incorpora propostas para promover economias alternativas baseadas na soberania alimentar e na vida, avançar rumo à justiça climática, fortalecer as práticas de cuidado e defesa dos corpos e dos territórios e promover a participação ativa da juventude.
No âmbito do XII FOSPA, também foram consolidados processos e mandatos de grande relevância. O Espaço Autônomo dos Povos Indígenas, realizado entre os dias 16 e 17 de agosto, culminou com o Mandato dos Povos e Nacionalidades Indígenas de Puyuk 2026, como um roteiro de prioridades para os povos da Bacia Amazônica. Da mesma forma, o 3º Tribunal Regional dos Direitos da Natureza declarou a Amazônia como sujeito de direitos e como zona de exclusão total da expansão dos combustíveis fósseis.
O XII FOSPA revitalizou e fortaleceu o processo de articulação e construção coletiva dos povos amazônicos, consolidando-se como um dos principais espaços políticos regionais para suas reivindicações e lutas. Assumindo o desafio de construir ações concretas, além da vontade dos governos, para exercer a autodeterminação dos povos, garantir a vida e proteger os direitos coletivos, humanos e da Natureza.
Leia o Plano de Ação Do XII FOSPA completo aqui